Pequenas dicas de como se portar no Japão

Fiz esse texto para umas pessoas que estão indo para o Japão e me surpreendi com a quantidade de rituais que existem no Japão. É uma lista gigantesca e sei muito bem que provavelmente está faltando muita coisa. Quem quiser completar fique à vontade!
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Geral
 
O “não” gestual dos japoneses é feito de duas maneiras bem diferentes do ocidente. Não é com o dedo em riste, é feito ou de uma forma que parece que a pessoa está abanando algo mal cheiroso ou cruzando os dois dedos indicadores. Este último é mais usado para dizer que algo é proibido.
 
Em geral japoneses são muito introvertidos e principalmente discretos, todo o seu gestual e modo de se comportar é feito para demonstrar humildade e sinalizar para os outros que vc não se sente nem é melhor que os outros. Orgulho é o maior pecado japonês.
 
Por outro lado eles são extremamente solícitos, principalmente qd percebem que vc é turista. Foi mais de uma vez que encontramos alguém disposto a sair do seu caminho por centenas de metros ou nos levar de carro a algum lugar simplesmente pq não estávamos entendendo as direções que eles estavam nos dando ou pq apenas queriam ser gentis. É uma das coisas mais incríveis por lá!
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Na rua e locais públicos
 
Leve sempre uma toalhinha junto com vc na rua. Não há toalhas ou papel para secar as mãos.
 
Não se atravessa a rua fora da faixa em grandes cidades. Nem com o sinal de pedestre vermelho.
 
A direita de escadas rolantes e esteiras é sempre livre para quem estiver com pressa. Aliás, fique muito atento a onde vc para em lugares com muito movimento. Japoneses esquecerão da sua educação habitual se vc parar em algum local de passagem e lhe darão uma bela “cotovelada educativa”. Baseado em fatos reais e pessoais.
 
Nunca pechinche. Japoneses consideram que o preço que colocam é justo e que se você acha caro, melhor não levar. Pechinchar é uma grande ofensa.
 
A maioria dos onsen (os banhos públicos japoneses) não permitem tatuagens. E mesmo nos que são permitidos, fique preparado para alguns olhares estranhos, pois tattoos são a marca da yakuza. Se tiver alguma pequena, cubra-a.
 
Sempre tome banho no chuveirinho antes de entrar no ofurô. Entrar no ofurô sem se lavar antes é um grande tabu. Nunca mergulhe de cabeça ou salte no ofurô, não é piscina.
 
Não se aponta o dedo, é considerado ameaçador. Se precisar indicar uma direção, faça-o com a palma da mão aberta, dedos fechados e a mão inclinada.
 
Japoneses gostam muito de trocar cartões de visita. Ter um cartão para retribuir é sempre educado. Ao pegar o cartão, olhe com interesse e depois agradeça com o odigui, curvando-se.
 
Em público não se deve: Assoar o nariz (retire-se para assoar no banheiro) nem escovar os dentes (mesmo nos banheiros)
 
Ao dizer seu nome, diga primeiro o sobrenome e depois o nome. Ao se referir aos outros, diga o sobrenome e o sufixo “san” e se quiser ser realmente respeitoso, use “sama”. Nunca use o sufixo para si mesmo.
 
Se ficar doente, tente utilizar as famosas máscaras japonesas. Tossir insistentemente em público é muito mal visto.
 
Não me pergunte porque, mas eles não costumam tirar o casaco no inverno, ainda que estejam em um metrô com calefação e o vidro esteja todo embaçado. True story. Tirei meu casaco e fiquei só de camiseta e percebi vários olhares estranhos.
 
Não é comum pra eles vc facilitar o troco a não ser que vc dê o valor exato em moedas. Assim, se não tiver o valor exato, dê uma nota cheia e espere o troco.
 
Além disso, há sempre uma bandejinha nos estabelecimentos comerciais para o troco. Eles não costumam dar o troco na sua mão diretamente.
 
Em Tokyo e algumas outras cidades, é proibido fumar na rua e existem baias e lugares fechados para que você faça isso. Acho que não preciso dizer, mas nunca jogue nada na rua, nem a sua bituca. A propósito, acredito que vc tb não deveria fazer isso aqui tb hehe.
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No banho e na casa das pessoas
 
Ao chegar na casa de alguém que vai hospedá-lo. Diga ossewanarimasu. E ao ir embora, ossewanarimashita. Isso demonstra que vc entende e se desculpa pelo trabalho que vai dar e deu ao seu anfitrião.
 
Ao chegar na casa de alguém onde vai dormir, repare bem como está tudo organizado, principalmente como o futon é dobrado. Deixar como encontrou depois é um sinal de respeito.
 
Sempre leve MUITOS pequenos presentes para dar. É um costume japonês dar e trocar presentes depois de alguma relação estabelecida. Mesmo em hotéis, pode ser gentil dar algum pequeno presente (um chocolate ou bombom do brasil) para agradecer. Se ficar na casa de alguém, isso é ainda mais importante, obrigatório. Quando fui, levei uma mala inteira cheia de presentes de artesanatos a comidas e sabonetes e senti que poderia ter levado mais, fiquei constrangido de não ter nada para retribuir em alguns casos.
 
Nunca dê nada em grupos de quatro a japoneses. Os japoneses têm um grande problema com o Shi, pois é o mesmo ideograma de morte e isso é uma grande fonte de superstição para eles. Muitas vezes você ouvirá Yon ao invés de Shi. E Nana ao invés de shitchi (7).
 
Sempre receba qualquer coisa que lhe é presenteada ou mesmo dada com as duas mãos. Vale para os cartões.
 
Não abra presentes na frente de quem deu. A não ser que você pergunte e mostre emoção de ter recebido, nesse caso é permitido.
 
Nunca dê gorjeta. É muito ofensivo.
 
Não se deixa nem o quarto do hotel desarrumado. Isso é um sinal de desrespeito mt grande.
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À mesa
 
Sapatos devem ser retirados ao ir ao tatami. Ao fazê-lo, deixe-os alinhados e virados para fora, prontos para quem estiver saindo do tatami.
 
O Oshibori, a toalhinha que vem à mesa antes de comer, é apenas para as mãos. Não deve ser usado como guardanapo ou para limpar o rosto.
 
Mulheres nunca cruzam a perna sentada no tatami. Devem se sentar sempre ajoelhadas ou com as pernas de lado.
 
Quando em grupo, nunca beba antes de fazer o kanpai, o brinde japonês.
 
Ao beber chá, use sempre a mão esquerda para apoiar o copo.
 
Nunca coloque seus cotovelos na mesa, tal qual aqui. Mantenha as duas mãos sobre a mesa.
 
Ao iniciar a refeição, diga itadakimasu. Ao terminar, Gotchissossamá. Isso sinaliza que uma boa refeição foi servida e que você aproveitou.
 
Nunca se sirva de bebidas a não ser que esteja sozinho. Se servir demonstra egocentrismo e falta de modos. Sempre sirva os outros quando seus copos estiverem qualquer coisa menos que cheios. E se não quiser beber mais do que eles te colocam, deixe o copo cheio.
 
Evite recusar coisas que lhe são oferecidas. Se for algo inegociável do seu gosto tipo não comer carne ou não comer algum vegetal, tente sinalizar isso antes que o assunto venha à tona.
 
Vasilhas em geral nunca vão à boca, exceto o chawan de arroz e o do missoshiru. Vasilhas grandes não saem da mesa, e o chawan é usado para conduzir qqr coisa que possa respingar do seu hashi.
 
Nunca espete, deixe espetado ou aponte qualquer coisa (principalmente pessoas) com o hashi. A posição correta é sempre na horizontal logo à sua frente. Se souber fazer o lacinho com a embalagem do waribashi, pode fazer, caso não haja o apoio para o hashi.
 
Em restaurantes, não fique sentado depois de comer, principalmente se perceber que o lugar está cheio. Comeu, sai fora! E em alguns mais em zonas mais comerciais, é inclusive comum ficar gente em pé atrás de vc no balcão esperando vc levantar. Não se preocupe, não é pressão, estão só fazendo fila mesmo.
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Algumas dessas são mais óbvias e/ou são mais comuns e por isso, devem ser feitas obrigatoriamente. Outras são menos óbvias e se você o fizer será um bônus que fará as pessoas olharem com melhores olhos pra vc. Elas são em grande parte baseadas na minhas experiência e na da Tiemi, de 2 viagens que fizemos cada um. Assim, podem divergir um pouco da sua experiência ao experimentar lá. Enfim, aproveite muito, principalmente na última vez em que fui, foi uma das experiências mais profundas de reflexão que pude ter. Seja você japonês ou não, é uma viagem que vale cada centavo do nosso suado dinheiro.
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Como se guarda lugar no Japão

Como o próprio autor do vídeo que passo abaixo diz, isso é algo que provavelmente só se vê no Japão. O sistema para se guardar lugares numa fila no Japão. É algo tão fora da prática de qualquer cultura que deixa qualquer um estarrecido. De fato, cansei de ver práticas semelhantes no Japão, mas essa certamente bate qualquer recorde.

Professor TEM SIM que se curvar perante o Imperador

Ressuscitando o blog parado há mais de 3 meses por conta de um desabafo de algo que tenho visto direto no face… Já tem um tempo que tenho visto essas histórias de que o professor é o único profissional que não tem que se curvar. Como toda boa mentira, ela se apoia em fatos verídicos para poder dar maior credibilidade e fazer com que as pessoas acreditem no boato/mentira/absurdo e repassem sem pesquisar.

Professor, Imperador, Japão

A primeira vez que vi foi no ano passado, antes mesmo de ir para o Japão e já tinha achado meio esquisita, pois sabia que o imperador era quase um deus no japão. Fui investigar e perguntando para algumas pessoas que entendem muito de história japonesa, a verdade apareceu.

O que aprendi é o que alguns meses depois descobriria com facilidade na viagem ao Japão. Os fatos: professor sim é um cargo de muito respeito no Japão e sim, eles valorizam muito a educação, uma tradição desse povo espetacular que pude ver de muito perto. Os diretores são cargos de muito respeito e todos os professores ganham bem para os padrões japoneses. Conheci mais de uma dezena de professores e todos estavam bem de vida. Provavelmente se bobear eles até acreditam que realmente que “numa terra sem professores não pode haver imperadores”, vamos garantir o benefício da dúvida para esse povo vai.

Agora, uma vez que se conhece como é o povo e como é sua veneração com o imperador, fica bem claro que ninguém que more naquela ilha pode se dar ao luxo (ou desrespeito) de não fazer odigui, que é o nome do característico cumprimento japonês/chinês, por mais importante que seja o professor, pois nada é mais importante que o imperador.

Assim, por favor, não repassem mais essa mentira. Quem tiver a oportunidade de conhecer a cultura japonesa e, principalmente conhecer a relação do povo com o imperador, verá que, apesar de muito bonita e até poética e filosófica, essa informação não tem veracidade alguma.

Mais comida!

Devido ao enorme sucesso do post de comida, resolvi colocar o resto das fotos que tirei das refeições que fiz. Incluindo os cafés da manhã…

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Hiroshimayaki, o okonomiyaki de Hiroshima

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Comida de Osaka

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Osoba, o prato original e a cópia da vitrine do lado (tudo bem, eu já tinha bagunçado o primeiro mesmo)

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Jantares…

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E mais comida de rua:

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Shinkansen x Aviao

Inevitavel a comparacao entre o trem bala e o aviao. O preco das passagens é praticamente o mesmo e ai vc fica se perguntando pq nao vai todo mundo de aviao, afinal, o aviao voa a uma velocidade de cruzeiro de 900 km/h enquanto que o shinkansen vai a “apenas” 270km/h. No entanto, viajar de trem pode ser nao so uma experiencia mais agradavel, mas pode acabar sendo mais rapido.

Fiz uma pequena lista comparando as vantagens de um meio de transporte:

Aviao
– Velocidade: Qt maior a distancia, mais rapida se torna a viagem quando se compara com o shinkansen
– Sem escalas: Em geral sao pouquissimas ou nenhuma escala, no trem, mesmo nos expressos, ele para pelo menos algumas vezes.
– Cobertura: Embora haja outros expressos que chegam a 150km/h em cidades medias, o shinkansen cobre apenas as principais cidades das ilhas de Honshu e Kyushu do Japao.

Shinkansen
– Pontualidade: Rarissimo haver atrasos. Ate mesmo os 5 minutos que nao se considera como atraso nos aeroportos, sao considerados como atraso no shinkansen
– Seguranca: acumula apena uma morte em seus mais de 40 anos de historia, e pelo que entendi, foi por causa de algo que ficou preso nas portas de alguma pessoa. Tudo isso com  alguns bilhoes de passageiros transportados em toda sua historia. É simplesente o sistema de transporte mais seguro do mundo.
– Agilidade no embarque e desembarque: As paradas raramente tem mais de tres ou quatro minutos e comumente tem apenas um minuto. Nao ha chek-in ou revista de bagagens.
– Conforto:  Estou escrevendo isso dentro de um aviao e a diferenca é simplesmente gritante. O espaco da classe economica do trem é praticamente igual ao da classe executiva de aviao. E olha que nem falei de compressao e descompressao da cabine ou mesmo umidade do ar.
– Conforto 2: Ha servicos com maquinas de refrigerantes, cabine para fumantes e possibilidade de circular pelo trem, de ponta a ponta, para quem gosta de dar uma esticada nas pernas. Ah, os bancos viram para tras tb para o caso de vc querer viajar conversando com alguem atras de vc.
– Conforto 3: Nao balanca e faz bem menos barulho
– Visual: O visual da viagem é simplesmente espetacular. Viajar com o Monte Fuji te acompanhando por meia hora é uma experiencia que recomendo a todos que vieram para o pais. Se for no final da tarde, melhor ainda.
– Saida do centro da cidade: Poder ir para um local a 400km de distancia em menos de duas horas, desde a hora que você sai de casa, ate a chegada no destino, é algo que nenhum outro transporte coletivo podem oferecer. É isso ou helicoptero.
– Railpass: Similar a outros paises principalmente da Europa, vc pode adquirir o railpass e viajar ilimitadamente durante o periodo de vigencia. É caro que doi, mas se vc for se deslocar muito entre cidades grandes de 3 em 3 dias, por exemplo, vale muito a pena.

Aprendendo japonês – Guia Pratico

O primeiro dos mitos que se deve desfazer ao vir para o Japao é que com ingles da pra se virar bem. Na verdade o japones tem ingles nas escolas publicas desde muito pequenos, mas ha dois problemas em relacao a isso. O primeiro é que o ingles que eles tem é principalmente escrito e mesmo qd tive a oportunidade de conversar com 3 professores de japones, a maioria deles tinha um japones extremamente limitado e raramente entendiam o que eu dizia. Meu ingles nao é exatamente perfeito, mas nunca tive problemas para qqr nativo da lingua me entender, assim concluo que o problema é com eles e nao comigo. O outro problema que se soma a essa é a limitacao fonetica da lingua japonesa. Apesar de extremamente rico em seu conteudo, foneticamente é um idioma muito limitado. Pra se ter uma ideia dessa dificuldade, minha avó por exemplo, é incapaz de ouvir a diferenca entre a letra L e a letra R, quando escreve, ela pergunta se é o “ere” alto (l) ou o “ere” baixo (r). Resultado, depois de mais de 80 anos vivendo aqui no pais ela ainda fala com um sotaque muito carregado.

Dito isso, vamos aprender japones!

Computador Pessoal:  passokon
Loja de departamentos: depato
Loja de conveniencia: konbini
Banana: banana
Balcao do hotel: furonto
Cinto de seguranca: shiito beruto
Câmera fotografica: kamera
Colher: supun
Televisao: terebi
Esqui: suki
Aspargo: Asupara

Em outras  palavras, se nao souber o nome de algo, arrisque um inglês com sotaque japones bem forte. Ha boas chances de vc acertar!

Kodomotachi, ou as criancas

Algo que salta aos olhos aqui é como os pais e ate educadores tratam as criancas. É extremamente comum ver pais andando pela rua e criancas de 2, 3 anos, seguindo-os logo atras. Nada de dar a maozinha e em alguns casos, me da desespero ate de ver os pais atravessando uma avenida como a Paulista e ver criancas de 4, 5 anos seguindo seus pais, meio metro atras. Vi tambem pais esperando o sinal de pedestres para atravessar a rua (aqui eles realmente sao respeitados e funcionam) e seu filho de 3 anos esperando do lado. A minha vontade era pegar o moleque pela mao antes que ele saisse correndo para a rua e fosse atropelado, mas surpreendentemente isso nao acontece (alias, tirando o dia em que tivemos uma nevasca fora de epoca e os carros foram abandonados em varios lugares, nao vi um acidente sequer, acontecendo ou acontecido).

Numa universidade particular que visitei e tem classes desde o maternal, os pais tem que trazer seus filhos de trem e carros nao sao permitidos dentro do campus, a nao ser de certos professores muito importantes. A partir dos 5 ou 6 anos, essas criancas tem que vir sozinhas. Outra coisa comum: criancas de 6, 7 anos andando sozinhas nas ruas – e sabendo muito bem aonde vao.

Agora, o que mais me surpreendeu foi ver criancas de 7-10 anos de uma escola subirem uma arvore de 4m de altura e nenhum professor se importar com isso. Aparentemente, isso era normal. Olhava em volta para ver se alguem estava olhando e pela reacao geral, sem problemas. Isso na verdade vai de encontro com o que a gente observa na hora do recreio deles. Cada crianca se espalha por uma area de mais de 10 mil m2 e nao precisa ter professor ou bedel olhando cada coisa que cada um esta fazendo.

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O que entendo de tudo isso é que existe uma responsabilizacao desde muito pequeno do que cada um faz, mostrando-se limites e regras que devem ser seguidos nao importando o quao novos sao essas criancas. Um tanto quanto estranho para nos brasileiros que o tempo todos temos que ter nossas criancas sob vigilancia constante. Obviamente, a nossa falta de seguranca é um fator decisivo nisso tudo, mas ver os japoneses e suas criancas me fez refletir o quanto acabamos tomando conta demais de nossas criancas sem que eles aprendam a se responsabilizar por suas acoes. E qt maior é a nossa inseguranca, mais vigiamos nossas criancas, e mais eles seguem imaturos. Isso talvez explicaria porque hj em dia todos temos a impressao (verdadeira, creio eu) de que nossos jovens estao cada vez mais imaturos. Talvez seja a hora de desligarmos os monitores de bercinho e arriscarmos mais, confianado mais na educacao que damos a eles.