Conceitos inexistentes aos japoneses

– Conversa casual: esse negócio de puxar papo é simplesmente algo que japoneses não fazem. Na verdade eles nem se olham no olho. Ok, esse na verdade acontece em vários outros países…
– Calor: japoneses não tem calor. Ponto. Viajei durante meia hora num trem completamente embaçado e quente pelo calor interno e só eu estava de camiseta. O alien.
– Poluição Visual: é simplesmente impressionante a quantidade de propagandas espalhadas em cafés, metro, ruas, ônibus, lojas ou qualquer lugar que junte mais de 20 pessoas, o que no caso de Tokyo é basicamente qualquer lugar.
– Discursos em Publico: a não ser que seja algo programado ou formalizado, os japoneses absolutamente não emitem qualquer som mais alto que a sua voz normal dentro de casa ou do escritório. O que é muito estranho quando se compara com o alto nível de tolerância com poluição visual.
– Vergonha Alheia (no comercio): Japoneses do comercio são com certeza o povo que mais sofre assedio moral em seus trabalhos. De uniformes com cores histericamente berrantes a pessoas que têm que ficar gritando repetidamente a mesma coisa nos corredores para atrair fregueses, passando por vendedores que são obrigados a ficarem falando sobre as vantagens de seu produto MESMO que não haja ninguém para ouvir, todos sem exceção, são obrigados a fazer coisas extremamente embaraçosas.

Ginza

Ontem fui para Ginza, o bairro mais chique de Tokyo e tb fui procurar a loja que fui ha 25 anos, a Matsuya Ginza, uma depato (department store) de 7 andares. O mais legal foi lembrar da ida a loja e ver que tudo muda, mas continua igual.

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Alem das marcas famosas como Bulgari, Cartier, Louis Vitton e outras, o mais interessante foi ver a seção de produtos tipicos da Matsuya Ginza.

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Os leques, por exemplo, estavam numa media de 50 mil yens, algo em torno de 1250 reais. Haja calor pra fazer isso valer a pena. Ja os quimonos mais caros saiam por uns 10mil reais.

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O engraçado é que vi muito pouca coisa tipica por la, é um bairro bem ocidentalizado e, por causa disso, acaba perdendo o seu charme. Valeu a ida, mas não é algo que gostaria de visitar novamente tão cedo.

Coisas que damos como universais na nossa cultura e não são…

– Quando alguem faz uma pergunta negativa do tipo: “eu não posso tirar foto aqui?” os japoneses respondem afirmativamente, como se dissessem: Sim, vc esta correto, voce não pode tirar fotos aqui. (apanhei umas tres vezes ate lembrar de ter lido isso em algum lugar, sempre que me perguntavam: vc nao esta com frio? eu respondia nao)
– Aqui em vez de ruas, sao os quarteirões que são nomeados, e as casas, tem sua numeração pela ordem de aparecimento no quarteirão.
– É ofensivo pechinchar e, principalmente, dar gorjeta. Japoneses consideram que estao cobrando o preco justo e nenhum centavo iene a mais ou a menos deve ser cobrado.

Tsukumo em akihabara!

Hoje fui na loja “Tsukumo” de Akihabara. É o que restou da grande cadeia de eletronicos Tsukumo, que ja teve la a maior loja de robôs (7 andares, um predio em vidro todo negro belissimo) do famoso bairro de eletronicos e acabou perdendo para as vendas online.

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Depois disso fui para Ueno Park, o parque imperial com varios museus enormes e com uma arquitetura belissima. Chegando la, fico sabendo que TUDO fecha do dia 29 a 2 de janeiro e tanto o zoo como o museu de ciencias que eu queria visitar, estavam fechados. Pra piorar, tinha uma exposicao aberta do Tuthankamon que alem de custar 3mil yens (algo como 75 reais), tinha uma fila  gigantesca. Alias, pra quem acha que brasileiro gosta de fila, é pq nunca veio pro Japao.

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No final, acabei desistindo de ver qqr museu, ja que eles nao queriam ser vistos, e fui dar uma volta no parque mesmo. Encontrei esses repolhos plantados como planta ornamental, e não é que fica bonito mesmo?

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No final, assisti alguns meninos no parque brincando com diobolo e fazendo malabarismo com 5 bolas, simplesmente espetacular, 13, 14 anos, mandando muito bem.

Estava na hora de ir pra Ginza, pois estava anoitecendo e eu queria ver o bairro da 5a avenida japonesa de noite. Qd chego no metro, descubro que estava totalmente sem dinheiro, por conta de uma compra de umas compras que haviam me encomendado, e ai me vi pensando como seria dura a volta para o hotel por mais de 20km a pe… Abri a carteira e achei uma nota de dolares. Achei um banco depois de procurar um pouco e troquei a unica nota de 10 dolares canadenses que tinha na carteira. Foi o que me salvou.

Uma aula de cidadania

Entre as coisas que me impressionam nesse pais, o mais impressionante mesmo fica por conta das demonstrações de cidadania que esse povo mostra o tempo todo, algo que está permeia completamente a cultura japonesa. Enquanto no Brasil temos os celulares com funk e outras musicas incríveis invadindo os ônibus e metros, e o morfético que passa todo dia na frente da minha casa disparando todos os alarmes da rua com o seu som, no Japão é proibido falar nos celulares no metrô.

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O que me assusta mais é que eles respeitam isso religiosamente. O resultado é, para o bem ou para o mal, um metro com um silencio absolutamente sepulcral. Inclusive pq eles tambem falam muito baixo, pois eles entendem que o silencio é de ouro e que ninguem tem o direito de quebrar a paz do outro.  E olha que nem falei ainda do transito e do lixo, hein?

O cruzamento mais movimentado do mundo…

Hoje fui no cruzamento mais movimentado do mundo, em Shibuya. É tb onde tem a famosa estatua do Hatchi, o desgraçado cao que so nao fez mais gente chorar que o Marley. Pra quem nao conhece, é a historia real do cachorro que continuou aparecendo na frente da estacao de shibuya pra esperar seu dono mesmo depois que ele morreu. Uma historia pra la de apelona que faz qqr um ir às lagrimas no filme (a proposito, a versao japonesa é bem melhor, mesmo tendo o richard gere na americana). O cruzamento é uma piraçao, milhares de pessoas atravessando em algo que comparo a uma batalha campal quando tem sinal verde. INSANO.

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Hachiko e um turista meio abobado ao lado

Comida…

2o dia aqui. Uma das coisas que mais gosto de fazer qd viajo é sair pela cidade e entrar em qqr biboquinha pra ver o que tem pra comer. Qt mais escondido,melhor. E aqui isso tem um sabor ainda mais gostoso, pq a maioria das coisas é MUITO boa, alem de nunca termos que nos preocupar em estar entrando em algum lugar perigoso. Tenho comprado muita comida nos tais kombini (apelido das convenience store daqui) e comprado coisas bem gostosas. Oniguiris, kapu (sim, CUP) lamen, katsudon, gyudon e coisas do tipo. Invariavelmente vem coisa muito boa e diferente. Simplesmente delicioso.

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Nao tao legal assim sao os preços das frutas aqui.  Duas poncans por 18 reais, ou UMA banana por quase 3 reais. Mais de 10 vezes o preço do Brasil.

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A preço de banana!

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Quanto???

Também achei uma feirinha local, que tinha preços bem mais em conta… Esses 3 tomates por exemplo custam quase 10 reais. 😛

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Enfim, comer fibra e vitamina que nao venha em caixinha aqui nao é muito barato. Ainda mais qd a gente pede uma salada de fruta e servem uma em calda! Dureza.